Vídeo Território em disputa, realizado com a intenção de dialogar com as transformações urbanísticas, geográficas e humanas ocorridas na Capital do RS, com enfoque no entorno do Viaduto Otávio Rocha.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

Endereço:
Rua
João Alfredo, 582 – Cidade Baixa – Porto Alegre
Contatos:
Telefone:
(51) 3289 82752
E-mail:
museu@smc.prefpoa.com.br
Site:
www.museudeportoalegre.com.br
Facebook:
Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo
Twitter:
@museudeportoalegre
Visitação:
Segunda-feira:
das 13h às 17h30
Terça-feira
à sexta-feira: das 9h às 12h e das 13h às 17h30
Entrada
gratuita
Visitas
especializadas para público PNE, com necessidade visual e acessibilidade
universal.
Mediações
a visitantes individuais e grupos, sendo que no segundo caso deve ser agendado
previamente pelo e-mail educativomuseudeportoalegre@gmail.com.
,Atividades educativas
O Setor Educativo oferece visitas mediadas,
tanto individuais quanto para grupos. A faixa etária atendida abrange desde
alunos da educação Infantil até alunos do Ensino Médio. Há também o projeto
Caixas de Memórias POA, as quais podem ser emprestadas às escolas para serem
exploradas em sala de aula por até 15 dias.
Outros dois projetos fazem parte do programa
educativo, quais sejam, o Territórios Negros,
parceria da Carris com o Museu e o Turismo
Fazendo Escola, este sob os cuidados das Secretarias Municipais de Turismo
e Educação.
Além disso, o espaço é ocupado por
fotografias, maquetes, objetos, vestuário, que compõem os acervos
tridimensional, arqueológico e fotográfico e estes contam a história de Porto
Alegre.
Compõe ainda o leque de atividades o Acervo Arqueológico,
composto por materiais pré-históricos e históricos, a Fototeca
Sioma Breitman e um
jardim arborizado e repleto de obras de arte, onde as pessoas em visitação ao
Museu podem fazer atividades ao ar livre.
http://museudeportoalegre.com.br/site/ Acesso: 27/12/16
domingo, 11 de dezembro de 2016
Territorialidade,
Representação Social e Identidade
Indiscutivelmente,
para discutir Identidade e Representação Social, é necessário que seja elencado
também e complementarmente o território, pois é neste que se estabelecem as
interações e destas resulta a cultura.
De
acordo com Ana Lucia Enne e Marina Dutra (2016) apud Rogério Haesbaert (2004) e
Milton Santos (1994), “territorialidades se configuram no cotidiano, nas
práticas dos agentes no território habitado, que, neste sentido, se configura
sempre, em alguma medida, como território vivido, usado, significado”.
Portanto,
o indivíduo enquanto sujeito em diversas circunstâncias estará lapidando sua
identidade e conforme Lícia Maria Vieira Vasconcellos e Vitor Nunes Caetano
(2014), aquela “está sempre em construção, já que interage com as
transformações vivenciadas no contexto social, responsáveis pela infinita
produção de cultura(s).
Não
só interage, mas contribui para viabilizar ações que abarquem outros sujeitos e
este movimento é uma categoria social, qual seja, a representação social que
segundo Vasconcellos e Caetano (2014) apud Jodelet (1989) é “uma forma de
conhecimento, socialmente mais desenvolvido e compartilhado com projetos
práticos e contribuindo para a construção de uma realidade comum ao grupo
social
Ainda,
de acordo com Vasconcelos e Caetano (2014), “as representações intervêm ainda
em processos tão variados como a difusão e a assimilação de conhecimento, a
construção de identidades pessoais e sociais, o comportamento intra e
intergrupal, as ações de resistência e de mudança social”.
De
tal forma que, uma cidade é composta por disputas advindas das ações de
resistência diante da mudança social, que é determinada pela economia,
geografia humana, mudanças ambientais, decisões dos gestores públicos,
mobilidade urbana e outras.
Diante
deste quadro, resultado da territorialidade, representação e identidade, cito o
exemplo da construção de uma obra, considerada monumento pela sua magnitude e
beleza arquitetônica, que é resultado de uma decisão governamental, que teve
como mote a necessidade de ligar um ponto á outro da Capital do RS, no caso o
Centro Histórico à Zona Sul, na época um arrabalde.
O
monumento mencionado é o Viaduto Otávio Rocha, construído no século passado e
que à época impactou a população das cercanias, pois uma das exigências para a
obra iniciar era a desapropriação de alguns moradores ou comerciantes
instalados.
Certamente
houve episódios que renderam disputas, pois os habitantes das imediações da
obra possuíam uma rotina na qual calcavam ações do cotidiano, resolviam suas
necessidades imediatas baseadas na geografia de então, quer dizer, interagiam
no espaço de acordo com as condições oferecidas.
Visto
que foi uma obra que acarretou alterações na dinâmica da sociedade porto-alegrense
é importante conhecer a história que remonta ao século XIX.
História
do Viaduto Otávio Rocha/Porto Alerge/RS
O
Viaduto Otávio Rocha foi inaugurado em 1932. As obras começaram em 1926,
durante o mandato do intendente Otávio Rocha (1924-1928), apesar de já estarem
previstas no Plano Diretor de 1914. A decisão de abrir a Avenida Borges de
Medeiros, ligando o Centro à Zona Sul da cidade, e construir o Viaduto foi de
Otávio Rocha e do presidente do Estado, Borges de Medeiros. Naquela época, o
número de porto-alegrenses não ultrapassava os 200 mil.
O
projeto da Avenida Borges de Medeiros começou a ser pensado em 1926 com a
participação do governador do Estado, Borges de Medeiros, objetivando conectar
a zona sul ao centro de Porto Alegre.
Para
concretizar a abertura da avenida foi necessário recortar o espigão que
atravessa a área central, ocasionando uma descontinuidade na Rua Duque de
Caxias, restabelecida através de uma passagem de nível - o Viaduto Otávio
Rocha.
Em
1928 são efetuadas várias desapropriações, o trabalho de terraplanagem é
iniciado e os projetos, executados pelos engenheiros Manoel Itaquy e Duilio
Bernardi, são entregues.
O
primeiro viaduto da cidade, tratado de forma monumental, foi inaugurado em
1932. Para os cidadãos da época a obra resumiu a imagem de uma Porto Alegre moderna (Pesavento, 1991). Suas
características arquitetônicas, bem como sua relevância sociocultural, levaram
o município a inscrevê-lo no Livro Tombo sob o registro número 26, em 31 de
outubro de 1988.
As
obras de restauração ocorreram no ano de 2000 e 2001 e foram entregues em
agosto deste último.
Em
19 de setembro de 2008, uma lei municipal determinou que o espaço público
superior do Viaduto Otávio Rocha passasse a ser chamado de “Passeio das Quatro
Estações”. Cada uma das quatro escadarias passou a ser identificada por placas
com o nome das estações do ano:
—
Passeio Verão – com início na Rua Jerônimo Coelho e fim na Rua Duque de Caxias,
lado direito do Viaduto, no sentido norte-sul,
—
Passeio Outono – com início na Rua Jerônimo Coelho e fim na Rua Duque de
Caxias, lado esquerdo do Viaduto, no sentido norte-sul,
—
Passeio Inverno – com início na Rua Duque de Caxias e fim na Rua Coronel
Fernando Machado, lado direito do Viaduto, no sentido norte-sul,
—
Passeio Primavera – com início na Rua Duque de Caxias e fim na Rua Coronel
Fernando Machado, lado esquerdo do Viaduto, no sentido norte-sul.
Atualmente
o Viaduto Otávio Rocha possui 34 lojas com diversas atividades, tais como
lancherias, artesanato, discos-fitas, serviço de fotocópias, produtos para
mágicos, relojoeiro, lotérica, artigos religiosos, barbearia, material
fotográfico, uma loja da Agadisc, com CDs independentes de músicos gaúchos e uma
loja da Etiqueta Popular, projeto da Smic de incentivo ao comércio de
artesanato e confecções locais.
Este
histórico é resultado de uma compilação feita a partir do site
oficial da PMPA e de um artigo publicado no
blog do Milton Ribeiro. A ressalva se
deve ao fato de que há informações importantes referentes à construção do
Viaduto que não constam no histórico. Também, neste histórico não há
referências á situação atual do Viaduto e estas são de suma importância, pois
aquele está situado na região central da Capital, abriga inúmeros comércios e
residências, centenas de pessoas circulam diariamente por este espaço e nos
últimos anos o descuido do monumento é visível e aliado a este dado há uma
população desassistida morando sob o vão das escadarias.
Por
consequência esta área da cidade está abandonada, mal iluminada, suja, perigosa
para todos que ali circulam e habitam tanto os que moram nas residências, na
ocupação urbana Comunidade
Autônoma Utopia e Luta, quanto para os moradores de rua.
Se a
interação da sociedade com seu espaço resultam em novos conhecimentos que podem
contribuir para a realidade comum, o que está acontecendo?
Olhando
por outro prisma, se as representações sociais resultam em ações de mudanças
sociais e resistência, ficam as perguntas, há resistência? A mudança social não
acolhe o morador de rua?
Dentre
documentos, vídeos, entrevistas e outros selecionei alguns vídeos que iluminam
o debate e talvez responda algumas destas questões que aguardam respostas e atores.
Vídeos:
Vídeo
1: “A Construção do Viaduto Otávio Rocha” por Ronaldo Marcos Bastos. Ano 2013
Este
vídeo remonta à época da iniciativa do
Intendente José Montaury de alargar a Rua Gal Paranhos, hoje um trecho que
compõe a Avenida Borges de Medeiros. Também faz alusão ao descaso da sociedade
civil e dos gestores públicos pelo
monumento, por ele assim nomeado, Viaduto Otávio Rocha.
https://www.youtube.com/watch?v=X3AyVyFprVc
Acesso: 11/12/2016
Vídeo
2: “ Ayres Cerutti e o Viaduto da Borges 1”. Ano 2013
Jornalista
e produtor cultural, Ayres Cerutti aponta belezas e mazelas do ponto turístico
que compõe o mapa
da capital do RS.
https://www.youtube.com/watch?v=pHbcvz79fus
Acesso: 11/12/2016
Vídeo
3: “Insólitos | Sonhos e destinos dos moradores de rua” por Richard B. Günter .
Neste
vídeo um grupo de estudantes de Jornalismo/PUC/RS, ano de 2013, acompanha
moradores de rua que vivem nas cercanias do Viaduto Borges de Medeiros.
https://www.youtube.com/watch?v=3Jp-odLhHo8
Acesso: 11/12/2016
Vídeo
4: “Centro Histórico de Porto Alegre: viaduto Otávio Rocha, Avenida Borges de
Medeiros” por Paula Oliveira. Ano 2013
https://www.youtube.com/watch?v=FT9bnvZ6WdQ
Acesso: 11/12/2016
Vídeo
5: “Cidadãos de Bem” por Clovis Inoue
Representação
social e resistência. Protesto contra decisões arbitrárias e recorrentes sobre
o preço das tarifas
do transporte público. Ano 2013
https://www.youtube.com/watch?v=EzpNpnCHJro
Acesso: 11/12/2016
Vídeo
6: “Viaduto Otávio Rocha: Vilson Quadros”, por defenderorgbr. Ano 2011
Sujeito
e seu olhar sobre o espaço público. Ele, comerciante. Espaço: salas comerciais situadas
no térreo da escadaria do Viaduto Otávio Rocha.
https://www.youtube.com/watch?v=xvN6cLf4Uxc
Acesso: 11/12/2016
Referências:
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1795293/mod_resource/content/1/13-Vasconcellos_e_Caetano.pdf
Acesso: 11/12/2016
http://miltonribeiro.sul21.com.br/2015/01/08/um-local-de-porto-alegre-o-viaduto-otavio-rocha-o-viaduto-da-borges-fotos/
Acesso: 11/12/2016
https://becodorosario.files.wordpress.com/2016/06/a_mascara_06021925_viaduto_duquecaxias_c_w.jpg?w=720
Acesso: 11/12/2016
http://www.sul21.com.br/jornal/assentamento-em-predio-publico-de-porto-alegre-desafia-politica-habitacional/
Acesso: 11/12/2016
http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/entre-conter-e-resistir-relacoes-entre-cultura-e-territorialidades/ Acesso: 11/12/2016
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Campo
Multiplicativo
“Quantas
duplas diferentes podemos formar na nossa turma?” A provocação feita pela
professora Beta Costa, da Escola Ágora, em Cotia/SP citada na entrevista
intitulada Multiplicação
e divisão a toda hora, indicação da Interdisciplina Representação
do mundo pela Matemática é tal qual a que faço sempre que a oportunidade se
apresenta e aquela e outras como, “hoje estão presentes X alunos, quantos
grupos de 4 participantes podem ser feitos?”, vão oportunizando situações para
que os alunos consigam estabelecer relações entre os conceitos do Campo Aditivo
com os conceitos do Campo Multiplicativo.
Além
disso, solicito que representem graficamente os indícios que vão sendo
explicitados no decorrer das situações-matemáticas apresentadas, porém alguns
resistem, pois dizem que “está tudo na cabeça” e outros sentem dificuldade para
realizar os apontamentos. Para mediar estas posturas, explico que preciso entender
como estão encaminhando a resolução e se for necessário, orientá-los na
utilização das propriedades matemáticas que já dominam.
Assim
como demando que utilizem a representação gráfica enquanto estão tentando
encontrar respostas para as questões propostas, também incentivo que usem o
material concreto disponível em sala de aula e as “bases” que construímos desde
que foi trabalhado o conceito de metade e assim por diante, até alcançar a
“base 8”. Esta proposição é construída com a folha A4, primeiramente dividida
em duas e depois todos os múltiplos deste até 8. Sobre estas bases trabalho a
multiplicação e a divisão.
É
inquestionável a semelhança entre as proposições, tanto da professora Beta,
quanto da professora Josely Kühner Câmara, também entrevistada pela revista
Nova Escola, esta responsável pela publicação da reportagem acima mencionada e
as sugestões que citei, as quais são parte do planejamento. Os depoimentos das
professoras reforçam minhas convicções fundadas na teoria de que o aprendizado
deve ser construído pelo discente e para tanto há necessidade de experimentação
constante.
Referência:
http://acervo.novaescola.org.br/matematica/pratica-pedagogica/multiplicar-dividir-tempo-todo-500574.shtml Acesso: 08/12/2016
domingo, 27 de novembro de 2016
Pedagogia da pergunta
Perguntas. Curiosidade. Provocações.
Respostas. Pedagogia.
Minha curiosidade está
soterrada pela certeza em ser parte da natureza, não como os índios sentem,
pois não alcanço a sabedoria deste lindo povo, mas assim me sinto, portanto se
nascemos de uma explosão cósmica, se a Galáxia à qual pertencemos é única ou não, são questões que não mexem com
minha imaginação. Somos responsáveis por este planeta porque somos o próprio.
No
entanto, para responder à provocação feita no Fórum Pedagogia da
Pergunta da Interdisciplina Representação do mundo pelas Ciências Naturais,
após a leitura do texto
magnífico de Paulo Freire e Antonio Faundez fiquei espreitando meus meninos, alunos do 3º
Ano. Alguns deles que adoram Ciências e volta e meia surpreendo-me com aqueles
olhos lindos e brilhantes, como se com febre estivessem, vem me
"perfurar" de perguntas. Aproveitei uma conversa sobre Universo,
Galáxias e sentei-me perto deles e fiquei por ali me nutrindo de infância. Até que Lucas professa:
- Um meteoro colidiu com a Terra e um pedaço
dela virou a Lua. Assim surgiu a Lua.
Perguntei (lembrando as
perguntas que teríamos que fazer por solicitação da atividade acima citada):
- Se a Lua é um pedacinho
da Terra, quais as características comuns entre ela e a Lua?
- Ela (a Lua) não tem magma, nem rocha...
-Não sei muito bem se é
isso. Respondeu repleto de dúvidas.
Conforme Antonio Faundes
apud Paulo Freire (1985), “o início do conhecimento é perguntar. E somente a
partir de perguntas é que se deve sair em busca de respostas...” Partindo deste
princípio, instiguei os alunos que estavam participando do diálogo travado a
partir da tese do Lucas, a procurarem respostas às questões que ficaram em
aberto depois que houve a desestabilização da ideia sobre a formação da Lua.
Enfim, perguntar para
desestabilizar e oferecer oportunidade para que o estudante possa construir o
seu conhecimento é imprescindível no processo que engloba aprendizado e ensino,
ou seja, aprende-se ensinando e ensina-se aprendendo.
Referência:
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Experimentando para entender e aprender
A experiência realizada foi escolhida dentre as sugeridas em um site direcionado às crianças e este é resultado de um programa exibido e produzido pela Tv Cultura/SP.
http://cmais.com.br/x-tudo/experiencia/05/garrafaamassada.htm Acesso em: 25/10/2016
Experiência: garrafa amassada
Material:
- garrafa de plástico com tampa de rosca
- funil
- água quente
-recipiente com água em temperatura ambiente
Procedimento: colocar um pouco de água quente na garrafa e fechá-la e em seguida coloca-la no recipiente com água
A atividade foi apresentada oralmente aos alunos para que pudessem acompanhar as etapas com atenção, para tanto mostrei os materiais perguntando os nomes e em quais situações poderiam ser utilizados. Solicitei que observassem o formato da garrafa e provoquei:
- O que há dentro da garrafa?
- Nada professora!
- Tem sim, Idandiê! – Tem ar!
-Muito bem Maria Paula!
Em seguida a garrafa recebeu água quente, foi tampada e mergulhada no recipiente.
A primeira manifestação partiu da aluna que durante toda a experiência participou com muita atenção, vibração e elaboração de teses sobre o que estava observando, disse ela neste primeiro momento:
- Professora! O fundo da garrafa desapareceu!
A colega respondeu:
- Que nada Luíza! Tá ali!
- Sei que não, né! Mas parece porque a água de fora e de dentro tem a mesma cor.
- "Dãaaaaa"!! Disse Eduardo. – A água não tem cor é incolor.
Esse foi o diálogo inicial e deste momento em diante a turma começou a conversar sobre o que estava acontecendo e percebi que alguns alunos não se interessaram mais e deixaram de observar. Respeitei o momento deles e dos que estavam interessados, somente solicitei que permitissem que continuássemos com o trabalho sem que fôssemos perturbados com conversa em voz alta e fui atendida.
Segui as provocações para que aqueles que se interessaram pudessem aproveitar e perguntei:
- Aconteceu alguma mudança na garrafa ou no recipiente?
- Tem uma fumacinha na garrafa onde não tem água.
E não tinha antes? –perguntei.
-Não.
Tirei a garrafa da água e os que estavam observando começaram a falar o que estavam vendo:
- Olha! Ela mudou!
- A garrafa está com cintura.
- Está amassada!
- Mas o que houve? Está diferente de quando foi mergulhada? Perguntei.
- Tá professora. Quando entrou na água estava normal e agora está assim... com a cintura.
-Professora. Deixa eu falar.
-Fala Luiza.
-Olha professora. Eu não sei explicar.
-Explica do jeito que você pensou.
- Assim. A água que está fora empurrou a garrafa e água que está dentro também empurrou. Onde não tem água não teve nada de força e ali onde divide ficou marcado.
-É! Formou a cintura. Disse a Maria Paula
E seguimos mais um pouco para que pudessem falar sobre o que observaram.
Comentei que eles haviam elaborado uma tese importante sobre o “amassamento” da garrafa, qual seja, as forças existentes dentro e fora da garrafa.
Constatei o quanto é necessário fazer mais experiências em sala de aula para que aqueles que se desinteressaram possam ter oportunidade de observar, pois certamente mudando o estímulo outros despertarão o interesse.
Também foi possível entender como as crianças são influenciadas umas pelas outras ainda e o quanto precisamos intervir para que busquem suas explicações sobre os fatos.
domingo, 13 de novembro de 2016
Ciências e vida sustentável
Sem dúvida alguma, as ciências são
ferramentas indispensáveis na preservação do meio ambiente, consequentemente da
vida sustentável.
Para
exemplificar o quanto a ciência deve estar a serviço da sustentabilidade, cito
a manchete veiculada em um site:
Da mesma forma, outra publicação reitera e
reforça a necessidade do conhecimento consolidado fornecer bases factíveis para
que uma comunidade permaneça e preserve seu local de origem. Confira:
Sob o ponto de vista das ciências as citações
acima demonstram que através da pesquisa sobre a área preservada pode-se fazer
planejamentos que visem à continuidade das ações que têm conseguido manter a
cobertura vegetal original da Mata
Atlântica, assim como preparar projetos que possam constituir um arcabouço
legal e conferir legitimidade aos atuais moradores da região, que no caso
específico são povos indígenas e com tal têm sido constrangidos a abandonarem
seus espaços ancestrais em função de posseiros e grileiros. De outro ponto de
vista, destacando a segunda citação, veremos a ciência jurídica afirmando que a
CF/88 assegura e entende que a terra é a base da cultura e espaço de
preservação ambiental dos povos tradicionais.
Portanto, as ciências devem ser construções
humanas que capacitem a sociedade para manter o equilíbrio necessário para a
manutenção da vida no planeta.
Referências:
http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2013/05/pesquisa-indica-que-terras-indigenas-contribuem-para-preservacao-da-mata-atlantica-3430.html Acesso: 13/11/2016
http://www.palmares.gov.br/?p=19123 Acesso: 13/11/2016
http://www.cpisp.org.br/indios/upload/editor/files/Terrasestudadas(1).pdf Acesso: 13/11/2016
Referências:
http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2013/05/pesquisa-indica-que-terras-indigenas-contribuem-para-preservacao-da-mata-atlantica-3430.html Acesso: 13/11/2016
http://www.palmares.gov.br/?p=19123 Acesso: 13/11/2016
http://www.cpisp.org.br/indios/upload/editor/files/Terrasestudadas(1).pdf Acesso: 13/11/2016
Operações
aritméticas, técnicas e tecnologias
Antes
de tudo registro que a leitura Técnicas e
tecnologias no trabalho com as operações aritméticas nos anos iniciais do
ensino fundamental, escrito por Bittar, Freitas e Pais (2013), ofereceu o
embasamento que eu necessitava para aprofundar estudos e planejamentos no que tange
ao conhecimento de como e porque trabalhar valor posicional para posteriormente
introduzir as operações que compõem os campos aditivo e multiplicativo.
Segundo
Bittar, Freitas e Pais (2013, p.27) “o
valor posicional dos algarismos tem papel fundamental na materialização da
operação”. Da mesma forma como foi
preconizado pelos autores, desenvolvo desde o início do ano atividades para que
o algarismo seja compreendido pelo aluno como um símbolo e no decorrer do
trabalho ofereço, através de material manipulativo e quadro valor de lugar,
situações para que eles possam construir o número partindo daquele
conhecimento, pois somente desta forma haverá a compreensão do sistema de
numeração decimal pelos indivíduos.
Assim
procedendo insiro, através de uma situação-problema, a oportunidade de desafiá-los
para que resolvam a operação de adição e subtração, nesta ordem, uma de cada
vez e em dias diferentes. Aguardo o inicio
do desconforto e das perguntas e indago: - quantas unidades “cabem” na ordem
das unidades? E quantas na ordem das dezenas? E sigo atendendo e estimulando
para que usem seus QVL (individual).
Enquanto
fazem as tentativas, solicito que anotem o que pensam para resolver a questão e
para que eu possa acompanhar e intervir quando necessário. Essa etapa para
alguns é bem demorada, pois alegam que “está tudo na cabeça” e por este motivo
é mais difícil escrever. Nestes momentos auxílio perguntando o que pensaram e
acompanho as anotações que ao longo do tempo vão se tornando mais claras e
objetivas.
Ao
mesmo tempo, quer dizer, no período no qual desenvolvo este trabalho,
oportunizo que continuem usando a composição e decomposição dos números
aplicando-os para resolver as operações, tanto de adição quanto de subtração.
Assim
sendo, sigo o trabalho priorizando o uso do material que os auxilia a
concretizar o número e resolver as operações que exigem reagrupamento e
reserva, planejando atividades variadas e diferentes situações-problema que
estimulem o raciocínio.
Referências:
BITTAR, Marilena; FREITAS, José Luiz Magalhães; PAIS, Luis Carlos (2013)
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1713665/course/section/1269824/bittar_freitas_pais_cap1.pdf Acesso: 13/11/2016
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Relatório sobre a aplicação do
Jogo Pense Rápido
Inicialmente
apresentarei o objetivo do jogo, qual seja, responder o mais rápido possível a
multiplicação. Este objetivo visa preparar as crianças para as atividades que
envolvam a multiplicação de um até nove, oferecendo a elas oportunidade lúdica
de realizar cálculo mental e enfrentamento das dificuldades inerentes aos
jogos.
Realizei
a atividade em sala de aula logo após ter elaborado o jogo Pense Rápido.
Solicitei que a turma fizesse o cálculo de quantas duplas de alunos poderíamos
obter no dia da aplicação. Feito isso a turma se organizou, utilizando o
critério da lista de chamada para montar a duplas, desta vez, do primeiro com o
último e assim por diante.
Organizada
a turma, entreguei para cada participante o material que foi elaborado no
início do ano, o qual contém cartinhas com os algarismos e cada algarismo
formando as dezenas e centenas (material utilizado várias vezes no ano).
Separadas as cartas com os algarismos, solicitei que organizassem quem iria
iniciar o jogo e anotassem em seus cadernos o nome do jogo e deixassem espaço
separado para anotar os pontos.
Em
posse do material e escolhido o primeiro para iniciar, solicitei que prestassem
atenção à explicação do objetivo do jogo e das regras.
Após
a explicação uma aluna solicitou que eu explicasse novamente. Perguntei o que
não havia entendido e ela disse que não entendeu o que deveria fazer. Perguntei
qual dos colegas gostaria de explicar e vários levantaram o braço. Pedi para a
aluna que perguntou escolher um dos colegas que se ofereceram. Feita a escolha,
o colega explicou vindo até a carteira da dupla à qual a aluna fazia parte.
Perguntei
se havia entendido. Ela respondeu que sim.
Solicitei
que iniciassem o jogo, lembrando que deveriam manter a voz baixa, pois sempre
que jogam ficam muito alegres e na distração começam a falar muito alto.
O
início do jogo foi tranquilo. No decorrer começaram a surgir os dilemas, quais
sejam uma aluna “copiando” a resposta de uma tabuada que estava embaixo da
carteira, outro aluno que não queria mais jogar, pois o colega estava acertando
tudo, uma dupla discutindo porque estavam dizendo o resultado ao mesmo tempo. A
mediação foi feita pontualmente e somente o caso do menino que não estava
conseguindo responder resultou em uma alteração no formato do jogo,
especificamente desta dupla com a anuência do colega em posição favorável.
Trocamos do campo multiplicativo para o campo aditivo, ou seja, passaram a
somar os algarismos.
Assim
transcorreu a atividade até o limite do tempo oferecido. As atividades que
envolvem jogos tem um tempo reservado entre 30 e 45 minutos e neste dia
utilizamos 30 minutos.
Jogo
aplicado em uma turma de 3º Ano
Pense rápido (variação do jogo Faça 10)
Objetivo: falar em primeiro lugar o resultado
da multiplicação
Material: um conjunto de cartas de 1 até 9
para cada participante; papel, lápis
Participantes: 2
Como
jogar: cada
participante embaralha suas cartas e vira-as para baixo. O primeiro a
jogar vira a carta que está em cima da pilha e a coloca no centro da mesa. Na
sequência o segundo participante vira a sua e coloca próxima à anterior. O
primeiro que disser o resultado ganhará um ponto e ficará com as cartas da vez
do seu lado para conferência dos pontos no final da rodada que encerrará quando
todas as cartas tiverem sido usadas. O jogo terminará no prazo combinado pela
dupla. Vencerá o que fizer mais pontos. Em caso de coincidência de enunciado do
resultado, os dois participantes ganham um ponto respectivamente.
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