domingo, 27 de novembro de 2016






“Na briga do rochedo com o mar, quem leva a pior é o marisco.”

Aforismo que representa muito bem aquilo que percebemos/vivenciamos no cotidiano das instituições educacionais.
O rochedo são as leis, diretrizes, currículos e outros que de uma maneira geral engessam possibilidades de experimentações, pesquisas, observações, teses e o mar é todo manancial que “brota” das interações.

Entre o mar e o rochedo estão os(a) estudantes e os(a) professores(a), que de  maneira poética “tornam-se  areia sobre a qual outros grãos se sobreporão.
          
                                                 

           Pedaço de Brasil

          Um pedacinho do Brasil, este costurado como uma colcha de retalhos de vários matizes, sonoridades e texturas.
          Amar não exime da crítica.
          Construir um país requer que tod@s estejam cientes de suas responsabilidades e direitos.
          Uma sonoridade deste Brasil bonito, charmoso e corajoso.
          Que pedaço vc gostaria que estivesse na colcha Brasil?
                                                             Pedagogia da pergunta

Perguntas. Curiosidade. Provocações. Respostas. Pedagogia.
Minha curiosidade está soterrada pela certeza em ser parte da natureza, não como os índios sentem, pois não alcanço a sabedoria deste lindo povo, mas assim me sinto, portanto se nascemos de uma explosão cósmica, se a Galáxia à qual pertencemos é  única ou não, são questões que não mexem com minha imaginação. Somos responsáveis por este planeta porque somos o próprio.
No entanto, para responder à provocação feita no Fórum Pedagogia da Pergunta da Interdisciplina Representação do mundo pelas Ciências Naturais, após a leitura do texto magnífico de Paulo Freire e Antonio Faundez  fiquei espreitando meus meninos, alunos do 3º Ano. Alguns deles que adoram Ciências e volta e meia surpreendo-me com aqueles olhos lindos e brilhantes, como se com febre estivessem, vem me "perfurar" de perguntas. Aproveitei uma conversa sobre Universo, Galáxias e sentei-me perto deles e fiquei por ali me nutrindo de infância.  Até que Lucas professa:
 - Um meteoro colidiu com a Terra e um pedaço dela virou a Lua. Assim surgiu a Lua.
Perguntei (lembrando as perguntas que teríamos que fazer por solicitação da atividade acima citada):
- Se a Lua é um pedacinho da Terra, quais as características comuns entre ela e a Lua?
 - Ela (a Lua) não tem magma, nem rocha...
-Não sei muito bem se é isso. Respondeu repleto de dúvidas.
Conforme Antonio Faundes apud Paulo Freire (1985), “o início do conhecimento é perguntar. E somente a partir de perguntas é que se deve sair em busca de respostas...” Partindo deste princípio, instiguei os alunos que estavam participando do diálogo travado a partir da tese do Lucas, a procurarem respostas às questões que ficaram em aberto depois que houve a desestabilização da ideia sobre a formação da Lua.
Enfim, perguntar para desestabilizar e oferecer oportunidade para que o estudante possa construir o seu conhecimento é imprescindível no processo que engloba aprendizado e ensino, ou seja, aprende-se ensinando e ensina-se aprendendo.

Referência:

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

     
                                        Experimentando para entender e aprender

 A experiência realizada foi escolhida dentre as sugeridas em um site direcionado às crianças e este é resultado de um programa exibido e produzido pela Tv Cultura/SP.

Experiência: garrafa amassada
Material:
- garrafa de plástico com tampa de rosca
- funil
- água quente
-recipiente com água em temperatura ambiente
Procedimento: colocar um pouco de água quente na garrafa e fechá-la e em seguida coloca-la no recipiente com água




   A atividade foi apresentada oralmente aos alunos para que pudessem acompanhar as etapas com atenção, para tanto mostrei os materiais perguntando os nomes e em quais situações poderiam ser utilizados. Solicitei que observassem o formato da garrafa e provoquei:
- O que há dentro da garrafa?
- Nada professora!
- Tem sim, Idandiê! – Tem ar!
-Muito bem Maria Paula!
   Em seguida a garrafa recebeu água quente, foi tampada e mergulhada no recipiente.
   A primeira manifestação partiu da aluna que durante toda a experiência participou com muita atenção, vibração e elaboração de teses sobre o que estava observando, disse ela neste primeiro momento:
  - Professora! O fundo da garrafa desapareceu!
  A colega respondeu:
  - Que nada Luíza! Tá ali!
  - Sei que não, né! Mas parece porque a água de fora e de dentro tem a mesma cor.
  - "Dãaaaaa"!!  Disse Eduardo. – A água não tem cor é incolor.
  Esse foi o diálogo inicial e deste momento em diante a turma começou a conversar sobre o que estava acontecendo e percebi que alguns alunos não se interessaram mais e deixaram de observar. Respeitei o momento deles e dos que estavam interessados, somente solicitei que permitissem que continuássemos com o trabalho sem que fôssemos perturbados com conversa em voz alta e fui atendida.
 Segui as provocações para que aqueles que se interessaram pudessem aproveitar e perguntei:
 - Aconteceu alguma mudança na garrafa ou no recipiente?
 - Tem uma fumacinha na garrafa onde não tem água.
 E não tinha antes? –perguntei.
 -Não.
 Tirei a garrafa da água e os que estavam observando começaram a falar o que estavam vendo:
  - Olha! Ela mudou!
 - A garrafa está com cintura.
 - Está amassada!
 - Mas o que houve? Está diferente de quando foi mergulhada? Perguntei.
 - Tá professora. Quando entrou na água estava normal e agora está assim... com a cintura.
 -Professora. Deixa eu falar.
 -Fala Luiza.
 -Olha professora. Eu não sei explicar.
 -Explica do jeito que você pensou.
 - Assim. A água que está fora empurrou a garrafa e água que está dentro também empurrou. Onde não tem água não teve nada de força e ali onde divide ficou marcado.
 -É! Formou a cintura. Disse a Maria Paula
 E seguimos mais um pouco para que pudessem falar sobre o que observaram.
 Comentei que eles haviam elaborado uma tese importante sobre o “amassamento” da garrafa, qual seja, as forças existentes dentro e fora da garrafa.
 Constatei o quanto é necessário fazer mais experiências em sala de aula para que aqueles que se desinteressaram possam ter oportunidade de observar, pois certamente mudando o estímulo outros despertarão o interesse.
 Também foi possível entender como as crianças são influenciadas umas pelas outras ainda e o quanto precisamos intervir para que busquem suas explicações sobre os fatos.


domingo, 13 de novembro de 2016

Ciências e vida sustentável

    Sem dúvida alguma, as ciências são ferramentas indispensáveis na preservação do meio ambiente, consequentemente da vida sustentável.
Para exemplificar o quanto a ciência deve estar a serviço da sustentabilidade, cito a manchete veiculada em um site:



    Da mesma forma, outra publicação reitera e reforça a necessidade do conhecimento consolidado fornecer bases factíveis para que uma comunidade permaneça e preserve seu local de origem. Confira:




    Sob o ponto de vista das ciências as citações acima demonstram que através da pesquisa sobre a área preservada pode-se fazer planejamentos que visem à continuidade das ações que têm conseguido manter a cobertura vegetal original da Mata Atlântica, assim como preparar projetos que possam constituir um arcabouço legal e conferir legitimidade aos atuais moradores da região, que no caso específico são povos indígenas e com tal têm sido constrangidos a abandonarem seus espaços ancestrais em função de posseiros e grileiros. De outro ponto de vista, destacando a segunda citação, veremos a ciência jurídica afirmando que a CF/88 assegura e entende que a terra é a base da cultura e espaço de preservação ambiental dos povos tradicionais.


    Portanto, as ciências devem ser construções humanas que capacitem a sociedade para manter o equilíbrio necessário para a manutenção da vida no planeta.

Referências:
http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2013/05/pesquisa-indica-que-terras-indigenas-contribuem-para-preservacao-da-mata-atlantica-3430.html Acesso: 13/11/2016

http://www.palmares.gov.br/?p=19123 Acesso: 13/11/2016

http://www.cpisp.org.br/indios/upload/editor/files/Terrasestudadas(1).pdf Acesso: 13/11/2016





                                                            Operações aritméticas, técnicas e tecnologias

Antes de tudo registro que a leitura Técnicas e tecnologias no trabalho com as operações aritméticas nos anos iniciais do ensino fundamental, escrito por Bittar, Freitas e Pais (2013), ofereceu o embasamento que eu necessitava para aprofundar estudos e planejamentos no que tange ao conhecimento de como e porque trabalhar valor posicional para posteriormente introduzir as operações que compõem os campos aditivo e multiplicativo.
Segundo Bittar, Freitas e Pais (2013, p.27) “o valor posicional dos algarismos tem papel fundamental na materialização da operação”.  Da mesma forma como foi preconizado pelos autores, desenvolvo desde o início do ano atividades para que o algarismo seja compreendido pelo aluno como um símbolo e no decorrer do trabalho ofereço, através de material manipulativo e quadro valor de lugar, situações para que eles possam construir o número partindo daquele conhecimento, pois somente desta forma haverá a compreensão do sistema de numeração decimal pelos indivíduos.
Assim procedendo insiro, através de uma situação-problema, a oportunidade de desafiá-los para que resolvam a operação de adição e subtração, nesta ordem, uma de cada vez e em dias diferentes.  Aguardo o inicio do desconforto e das perguntas e indago: - quantas unidades “cabem” na ordem das unidades? E quantas na ordem das dezenas? E sigo atendendo e estimulando para que usem seus QVL (individual).
Enquanto fazem as tentativas, solicito que anotem o que pensam para resolver a questão e para que eu possa acompanhar e intervir quando necessário. Essa etapa para alguns é bem demorada, pois alegam que “está tudo na cabeça” e por este motivo é mais difícil escrever. Nestes momentos auxílio perguntando o que pensaram e acompanho as anotações que ao longo do tempo vão se tornando mais claras e objetivas.
Ao mesmo tempo, quer dizer, no período no qual desenvolvo este trabalho, oportunizo que continuem usando a composição e decomposição dos números aplicando-os para resolver as operações, tanto de adição quanto de subtração.
Assim sendo, sigo o trabalho priorizando o uso do material que os auxilia a concretizar o número e resolver as operações que exigem reagrupamento e reserva, planejando atividades variadas e diferentes situações-problema que estimulem o raciocínio.

Referências:
BITTAR, Marilena; FREITAS, José Luiz Magalhães; PAIS, Luis Carlos (2013) 
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1713665/course/section/1269824/bittar_freitas_pais_cap1.pdf Acesso: 13/11/2016




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

              


                Relatório sobre a aplicação do Jogo Pense Rápido
Inicialmente apresentarei o objetivo do jogo, qual seja, responder o mais rápido possível a multiplicação. Este objetivo visa preparar as crianças para as atividades que envolvam a multiplicação de um até nove, oferecendo a elas oportunidade lúdica de realizar cálculo mental e enfrentamento das dificuldades inerentes aos jogos.
Realizei a atividade em sala de aula logo após ter elaborado o jogo Pense Rápido. Solicitei que a turma fizesse o cálculo de quantas duplas de alunos poderíamos obter no dia da aplicação. Feito isso a turma se organizou, utilizando o critério da lista de chamada para montar a duplas, desta vez, do primeiro com o último e assim por diante.
Organizada a turma, entreguei para cada participante o material que foi elaborado no início do ano, o qual contém cartinhas com os algarismos e cada algarismo formando as dezenas e centenas (material utilizado várias vezes no ano). Separadas as cartas com os algarismos, solicitei que organizassem quem iria iniciar o jogo e anotassem em seus cadernos o nome do jogo e deixassem espaço separado para anotar os pontos.
Em posse do material e escolhido o primeiro para iniciar, solicitei que prestassem atenção à explicação do objetivo do jogo e das regras.
Após a explicação uma aluna solicitou que eu explicasse novamente. Perguntei o que não havia entendido e ela disse que não entendeu o que deveria fazer. Perguntei qual dos colegas gostaria de explicar e vários levantaram o braço. Pedi para a aluna que perguntou escolher um dos colegas que se ofereceram. Feita a escolha, o colega explicou vindo até a carteira da dupla à qual a aluna fazia parte.
Perguntei se havia entendido. Ela respondeu que sim.
Solicitei que iniciassem o jogo, lembrando que deveriam manter a voz baixa, pois sempre que jogam ficam muito alegres e na distração começam a falar muito alto.
O início do jogo foi tranquilo. No decorrer começaram a surgir os dilemas, quais sejam uma aluna “copiando” a resposta de uma tabuada que estava embaixo da carteira, outro aluno que não queria mais jogar, pois o colega estava acertando tudo, uma dupla discutindo porque estavam dizendo o resultado ao mesmo tempo. A mediação foi feita pontualmente e somente o caso do menino que não estava conseguindo responder resultou em uma alteração no formato do jogo, especificamente desta dupla com a anuência do colega em posição favorável. Trocamos do campo multiplicativo para o campo aditivo, ou seja, passaram a somar os algarismos.
Assim transcorreu a atividade até o limite do tempo oferecido. As atividades que envolvem jogos tem um tempo reservado entre 30 e 45 minutos e neste dia utilizamos 30 minutos.
Jogo aplicado em uma turma de 3º Ano

                                    Pense rápido (variação do jogo Faça 10)

Objetivo: falar em primeiro lugar o resultado da multiplicação
Material: um conjunto de cartas de 1 até 9 para cada participante; papel, lápis
Participantes: 2
Como jogar: cada participante embaralha suas cartas e vira-as para baixo.  O primeiro a jogar vira a carta que está em cima da pilha e a coloca no centro da mesa. Na sequência o segundo participante vira a sua e coloca próxima à anterior. O primeiro que disser o resultado ganhará um ponto e ficará com as cartas da vez do seu lado para conferência dos pontos no final da rodada que encerrará quando todas as cartas tiverem sido usadas. O jogo terminará no prazo combinado pela dupla. Vencerá o que fizer mais pontos. Em caso de coincidência de enunciado do resultado, os dois participantes ganham um ponto respectivamente.



                                            Estudo e pesquisa: exigência docente        Ensejando a continuidade dos estudos e porvent...