segunda-feira, 29 de julho de 2019


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Faculdade de Educação
Curso de Graduação em Pedagogia – Licenciatura  







PROJETO DE ESTÁGIO


Introdução

O Projeto de Estágio, previsto pelo Curso Pedagogia à Distância (PEAD/UAB/UFRGS), como obrigatório para conclusão daquele, prevê 180h para efetiva prática em sala de aula e 120h para observação da turma, planejamentos e escrita do relatório, somadas 300h nas quais poderemos colocar em prática os estudos teóricos e práticos até então desenvolvidos nos semestres ofertados pela Universidade, no Curso em questão.
A atividade curricular será desenvolvida em uma turma de 3° Ano, classe na qual a regência está sob os cuidados da Estagiária/Professora. Aquela é composta por 29 alunos, funciona no turno da tarde, na EEEF Evarista Flores da Cunha.
O planejamento será desenvolvido em torno da Alfabetização e Letramento, a partir de escolhas de títulos e autores que disponibilizem temas geradores para o desenvolvimento de tramas possíveis para as interações aluno-aluno; professor-aluno; aluno-ambiente-professor e daquelas a capacitação para a dialogia que permita escritas, interpretações, formulações e resoluções.
O Projeto terá como mote a leitura de títulos que contemplarão os diferentes gêneros textuais e daquela a elaboração de atividades variadas que transitarão pelas áreas de Conhecimento: Linguagens (Arte, Educação Física, Língua Portuguesa), Matemática, Ciências da Natureza e Humana.
A Escola estadual de Ensino Fundamental Evarista Flores da Cunha localiza-se em Belém Novo, bairro pertencente à Zona Sul da Capital do RS. A instituição compõe um espaço privilegiado na região que é a Praça Central, junto à outros equipamentos públicos, como banheiros, pracinha e duas quadras esportivas e aquela está situada à beira do Rio Guaíba.
A localização da Escola permite acesso facilitado, sendo possível chegar à instituição através de transporte público e de transportes alternativos (bicicleta, motocicleta, skate). Nas cercanias, encontra-se o comércio local, instituições públicas como Delegacia de Polícia e Posto de saúde, outras escolas da rede estadual, igrejas (Católica e Evangélica), um parque à beira do rio, composto por churrasqueiras, pista de skate e espaço para piqueniques e acampamento.
Instituição criada em 23/01/1934 e designada EEEF Evarista Flores da Cunha em 15/12/2000, tem como endereço Praça Inácio Antonio da Silva, s/nº, bairro Belém Novo - Porto Alegre – RS, CEP 91.780 – 330, telefone 51 32591353, funcionando em regime de dois turnos, manhã e tarde, respectivamente das 8h às 12h15 e das 13h15 às 17h15.
Compõe a Instituição, 19 salas de aula ( uma sala adaptada para cadeirante), 01 sala de professores, 01 sala para Vice - direção, 01 sala para Direção, 01 sala para Supervisão escolar e Orientação escolar, 01 sala para Secretaria, 01 sala para Almoxarifado, 01 sala para cozinha/refeitório, 01 pracinha para 1º Ano, 01 praça para o Currículo por Atividade, 01 Biblioteca/ Sala de vídeo, 01 quadra esportiva, 03 salas no andar superior que abriga o Policial Militar, 06 banheiros ( um banheiro adaptado para cadeirante), 01 pátio, sendo distribuídos estes espaços pelo prédio central, construído em 1934 e pelos prédio anexos, construídos posteriormente.
A faixa etária atendida é dos 6 anos aos 18 anos, distribuídos do 1° ao 9° ano um contingente de 800 alunos, atendidos por professores nomeados e contratados pela rede, por 01 Diretora, 02 vices – diretoras, 01orientadora educacional, 01 supEervisora, 01 secretária, 04 merendeiras, 02 funcionários do quadro especial, 04 auxiliares de serviços gerais, e 01 auxiliar administrativo, somando 40 sujeitos, entre funcionários e professores.
De acordo com o Regimento Escolar/2007, a proposta pedagógica “traduz o perfil da Comunidade escolar, preocupa-se com a construção no coletivo desta Comunidade escolar e visa a harmonia de interesses e compromissos que devem ser assumidos para a solução de problemas enfrentados e assim atingir os objetivos traçados para uma melhor prática pedagógica e da cidadania.”[i](2007, p. 08)
A Avaliação prevista no Regimento deverá ser diagnóstica, abrangendo os aspectos cognitivos, afetivos, psicomotores e sociais, e os resultados da mesma serão expressos trimestralmente.
No que se refere à Sala de Aula, no que tange às características físicas, é um espaço tradicional, com carteiras e cadeiras, um quadro verde e outro branco, um armário para a turma e um ventilador. Bem iluminada e ventilada suficientemente. No que se refere ao pedagógico, as turmas de Anos Iniciais são contempladas com a Unidocência, não havendo aulas especializadas.
A professora, ora Estagiária da turma 33, elabora o planejamento baseado na Teoria Interacionista que de acordo com Marques (2008, p. 02),

  “[...]é uma teoria que não prioriza nem as condições internas, nem as externas, na construção do conhecimento. Interacionismo é a crença segundo a qual a explicação da origem do conhecimento está na síntese permanente entre as condições internas do sujeito e do meio, entre a maturação e a experiência adquirida.”[ii]

e avalia de forma contínua, gradativa e mediadora, que segundo Melo; Bastos (2012, p.190) apud Hoffmann (1993, p. 34)

[iii]O significado primeiro e essencial da ação avaliativa mediadora é o “prestar muita atenção” nas crianças, nos jovens, eu diria “pegar no pé” desse aluno mesmo, insistindo em conhecê-lo melhor, em entender suas falas, seus argumentos, ouvindo todas as suas perguntas, fazendo-lhes novas e desafiadoras questões, “implicantes”, até, na busca de alternativas para uma ação educativa voltada para a autonomia moral e intelectual. Autonomia, que segundo La Taille (1992, p. 17), “significa ser capaz de se situar consciente e competentemente na rede dos diversos pontos de vista e conflitos presentes numa sociedade”.[iv]

Princípios orientadores
Refletir exige que tenhamos parâmetros e estes serão fundamentos para a ação, que neste caso é projetar para um período específico, porém esta ideia deve estar relacionada ao que já vem sendo desenvolvido.
Por este viés, embasarei o Projeto de Estágio em autorias que me acompanham como graduanda do PEAD, assim como profissional que tem como motivação e objeto de pesquisa, as interações, sejam aluno – aluno; professor – aluno; aluno – ambiente – professor, portanto estarei em constante dialogia com os teóricos que respondam as inquietações que emergem das interações, dentre aquelas, uma que acompanha o professor dos Anos iniciais, permeará a tessitura do Projeto, qual seja Alfabetizar ou Letrar?,  consoante Moraes (2005, p. 6) apud Soares (1998, p. 47)

             “ [...]teríamos alfabetizar e letrar como duas ações distintas, mas não inseparáveis, [ . . . ] ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado.” [v]

Ainda Moraes (2005, p. 7)

“O sujeito que aprende o código da leitura e da escrita em situações reais de leitura e escrita, através dos diferentes portadores de textos do mundo letrado, e não com textos que foram elaborados didaticamente para ensinar ler e escrever do tipo “o boi baba’, ‘jacaré bebe café”, etc. estará ao mesmo tempo aprendendo um código e envolvendo-se em práticas sociais de leitura e escrita, que provavelmente, não ficarão restritas ao espaço do grupo de alfabetização e à presença da professora alfabetizadora.”[vi]

Macedo (1990, p. 3) assevera

“ [...] não se tratará de descrever uma forma de ler ou escrever já praticada, mas de refazer (ainda que de forma abreviada) esta história nele e através de ações ou objetos (ou dos termos que os representam) que fazem sentido para ele. Assim poder-se-ia dizer que quando “nasce” um escritor também “nasce” uma escrita, quando “nasce” um leitor também “nasce” um texto, mesmo que, para outros, estes (o texto e a escrita) já fossem constituídos”.[vii]

Além disso, serão as provocações possíveis e necessárias que instigarão as crianças para que desenvolvam a curiosidade sobre os objetos de estudo, através de múltiplas atividades e estas dinamizadas pelas leituras de títulos que façam parte do universo daquelas e outros que sensibilizarão os sujeitos para que desejem mover-se em direção ao novo, às descobertas, ás indagações, à construção do conhecimento.
Becker; Marques (2000, p.03)

“[...] qualquer conquista do indivíduo deve-se a sua ação. Não há consciência, conhecimento, linguagem, representação ou qualquer tipo de operações mentais, nem sequer a própria mente, antes da ação. A aprendizagem deve ser entendida, pois, como obra da ação do indivíduo ou sujeito do conhecimento.”

Portanto, promover um planejamento que contemple o lúdico, através de leituras e atividades variadas que instiguem à curiosidade, promovam espaços para a ação sobre diferentes objetos produzirá um arcabouço propício para que os sujeitos construam estratégias para solucionar dúvidas, outras que desestabilizem as certezas, enfim, sejam produtores de conhecimento. 

Justificativa da proposta de trabalho
Com o objetivo de oferecer um ambiente propício para o desenvolvimento da autonomia, das interações, descobertas, do aprendizado, escolhi a Literatura como meio para atingir objetivos que são concernentes ao 3º Ano , como também à Interdisciplinaridade que perpassam todo o Ensino Básico, previstos na BNCC.[viii]

 Objetivo(s) pessoal(is) de aprendizagem da estagiária.
Ao mesmo tempo em que coloco em prática estudos, teóricos, ideias surgidas/propostos no PEAD, exercitando e dialogando com o arcabouço no qual os alunos estão imersos, portanto uma dialogia entre estudantes de diferentes níveis, ou seja, nível superior e básico, vou produzindo olhares e saberes resultantes do exercício como estudante e profissional.

Objetivos gerais
      Compreender a origem da cultura corporal e seus vínculos com a organização da vida coletiva e individual.
      Estimular a sensibilidade como leitor
      Desenvolver habilidades para a escrita
      Reconhecer, no cotidiano, referências espaciais de localização, distância e orientação
      Desenvolver a noção de cidadania
      Valorizar a vida em grupo
      Observar a variedade de animais com os quais o ser humano convive
      Compreender sequências com regularidades
      Compreender o Sistema de Numeração Decimal
      Calcular mentalmente e proceder ao arredondamento de números naturais
      Representar através de diferentes técnicas, o sentimento relativo às atividades em sala de aula

Objetivos específicos
      Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana.
      Descrever, por meio de múltiplas linguagens (corporal, escrita, oral, visual) as brincadeiras e jogos populares do brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana.
      Recriar, individual e coletivamente, e experimentar, na escola e fora dela, brincadeiras e jogos populares do brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana
      Ler  textos de diferentes gêneros textuais
     Compreender e interpretar diferentes gêneros textuais
      Reconhecer a estrutura do poema (versos, estrofes)
      Explorar possibilidades de oralização e ênfase expressivas
      Criar diálogos para história em quadrinhos
      Escrever uma história coletiva
      Relacionar a fábula à tradição popular
      Valorizar a memória na comunicação oral
      Exercitar a comunicação oral: clareza de pronúncia de palavras e frases, adequação da tonalidade da voz e da expressividade das frases
      Analisar características de personagens
      Retomar elementos que estruturam a trama na maioria dos contos infantis: situação inicial, desenvolvimento, conflito, desfecho
      Relembrar os elementos que compõem o conto: tempo, espaço, personagem, narrador
      Consolidar as relações espaciais topológicas
      Desenvolver noções de alfabetização cartográfica (pontos de vista)
      Conhecer melhor o lugar em que se vive
      Conhecer outros lugares e estabelecer relações entre eles; distâncias
      Compreender e representar o espaço mais próximo
      Valorização da vida em grupo
      Identificar-se como ser social integrado ao grupo em que vive
      Classificar os animais com base em suas características
      Reconhecer o grupo dos animais invertebrados e vertebrados e seus subgrupos: mamíferos, peixes, anfíbios, répteis e aves
      Construir o significado do número natural e se apropriar dele
      Resolver situações-problema e, a partir delas, construir os significados das operações
      Desenvolver, com compreensão, procedimentos de cálculos mental, aproximado, por algoritmos diversos e por analogia
      Comunicar ideias matemáticas de diferentes formas: oral, escrita, por tabelas, gráfico
      Experienciar a ludicidade, a percepção, a expressividade e a imaginação, ressignificando espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte[ix]
      Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa, e criação artística
      Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes[x]

Avaliação
         O domínio da escrita alfabética e do letramento exige uma gama ampla de atividades e conteúdos que implicam em ler, compreender e produzir textos, seja em qual área do conhecimento estiver transitando o sujeito, portanto a Avaliação deverá abarcar todo o processo sendo diagnóstica, acompanhando cada etapa do desenvolvimento e, para ser possível individualizar a observação, a Avaliação terá que acolher a mediação, a partir das tarefas orais e escritas, levando em conta as experiências trazidas pelos alunos e as soluções apresentadas às questões que surgirem e/ou forem apresentadas.
          De acordo com Hoffmann; Janssen; Esteban (Org.), (2008, p. 11)

“[...] o papel da avaliação é acompanhar a relação ensino-aprendizagem para possibilitar as informações necessárias para manter o diálogo entre as intervenções dos docentes e dos educandos.”

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019



                             Afeto e construção do conhecimento

Estamos nos encaminhando para o encerramento de mais uma edição da PEAD/UAB/UFRGS, e neste momento, fomos provocadas para outra  reflexão sobre aprendizagens e descobertas neste último período.
Enquanto professora que tenta refletir durante o processo de elaboração, interação e avaliação,  fui sendo instigada tanto pelas leituras que as Interdisciplinas do Eixo VIII propuseram, quanto pelos alunos que demandaram atenção, foco, estudo, amorosidade constantes. Indissociável a acadêmica da profissional, uma está entrelaçada a outra.
De fato, a Interdisciplina que contribuiu neste semestre, com a potência necessária para a reflexão indispensável à prática docente foi  Corporeidade – Epistemologia e vivências do aprender, esta tendo como professora Tania Beatriz Iwaszko Marques.
Por exemplo, fomos convidadas para assistir vários vídeos e ler  artigos sobre Neuroeducação, afeto, “o cérebro social” e depois deveríamos participar de fóruns, argumentando e comentando postagens das colegas e, as atividades foram muito bem recebidas por todas as colegas participantes, havendo postagens muito interessantes, as quais serviram e servirão para a continuidade dos estudos.
Para exemplificar como foram importantes para a reflexão, as indicações feitas pela professora da Interdisciplina, cito a postagem que fiz no Fórum Emoção e Corporeidade, Módulo 4, na qual discorri sobre a emoção no cotidiano escolar e naquela cito vários autores que contribuem para a construção do arcabouço necessário à reflexão-ação.
Também é possível asseverar que após os estudos na Interdisciplina torna-se indispensável a continuidade ds pesquisas  no que se refere à construção do conhecimento como resultado das interações do sujeito com/no meio e com os pares e que aquelas necessitam de planejamento no que se refere ao cotidiano escolar, mas também exigem que sejam aproveitadas as situações resultantes dos encontros dados pela espontaneidade, ou seja, planejar e avaliar estarão sujeitas à natureza das relações, também.
Enfim, os afetos, as interações, o estudo sistematizado, planejar e avaliar estarão em constante tensão, pois os sujeitos necessitarão acomodar-se ás constantes provocações que aqueles oferecem e as aprendizagens e o desenvolvimento serão assim constituídos.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019


                                        PLANEJAMENTO SEMANAL ( 20H )



Áreas de Conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Humanas
Ano:  2º
Turma: 25


Objetivos:
Identificar materiais recicláveis e não recicláveis
Classificar diferentes tipos de materiais
Expressar ideias com clareza
Comparar quantidades
Ordenar os números em ordem crescente e decrescente
Escolher diferentes momentos para fazer um registro fotográfico
Construir relações entre danos ambientais e descarte incorreto de materiais não recicláveis
Listar diferentes objetos a partir do tipo de material
Elaborar objetos a partir de sucatas
Organizar as palavras em ordem alfabética
Separar palavras em sílabas

Conhecimentos prévios: os alunos observarão em casa os locais onde há lixo acumulado e coletarão um recipiente descartado pela família para trazer para a sala de aula
Estratégias: roda de conversa, listagem no quadro-verde dos locais observados pelas crianças, cópia no caderno das palavras listadas e separação em sílabas das mesmas, leitura silenciosa e oral da lista com produtos e seu tempo de decomposição, colagem da lista no caderno, destaque da primeira letra de cada palavra da lista e logo após ordená-las de acordo com a ordem alfabética e esta será escrita no quadro para que seja copiada pelas crianças, comparação dos tempos de decomposição, ordenando-os do menor para o maior e vice-versa e a cópia dos mesmos no caderno, assistir um vídeo que versa sobre natureza e degradação, observação e identificação das formas geométricas encontradas nos recipientes colecionados, passeio de campo para observação de recipientes encontrados no pátio da Escola e na praça em frente a mesma, elaboração de um gráfico sobre os tipo de matérias encontrados, elaboração de objetos a partir das embalagens coletadas, registro fotográfico das produções para posterior montagem de um Blog, produção textual (lista, relatório)

Recursos: quadro-verde, giz, caderno, lápis, borracha, lista impressa[i], cola, celular, folha A3, PC, Laboratório de Informática, Datashow, pen drive

Avaliação: a avaliação é contínua e acompanha todo o processo de aprendizagem. A cada atividade serão realizados apontamentos sobre dúvidas e dificuldades apresentadas pelos alunos, observando o desempenho, especificamente, da produção escrita e da linguagem, ou seja, a maneira como as crianças se expressam.

            
2ª feira
*Roda de conversa: conversa sobre o que lembram da história[ii] lida pela professora na sexta-feira, relato do que foi observado em casa
*Cada criança escreverá uma frase, no seu caderno, sobre o que observou.
As frases serão anexadas no Blog , o qual será desenvolvido com todos os registros desenvolvidos na semana, sendo eles gráficos, fotográficos e plásticos. ( O celular da professora será a mídia utilizada para fotografar, sendo que serão os alunos que farão os registros.)
*Registro no quadro-verde dos locais citados pelas crianças e o registro fotográfico do mesmo, para futura inserção no Blog[iii].
Cópia no caderno da lista acima e a separação das palavras que a compõe.
*No final da aula cada aluno mostrará a embalagem trazida de casa e a turma organizará as mesmas por tipo de material. O registro fotográfico será efetivado com vistas à inclusão no Blog.

3ª feira
*Roda de conversa sobre os recipientes trazidos de casa e organizados por tipo de material e cada grupo organizado por ordem de tamanho, podendo ser da crescente ou da decrescente. Após a organização, será fotografado para incluir no Blog.
*Leitura da lista dos tipos de materiais com os quais são confeccionados os diferentes recipientes e o tempo de decomposição de cada um na natureza.
*Vídeo exposto no Data show. 
*Listar os recipientes trazidos de casa e escrever ao lado de cada um o tempo de decomposição.
*Ordenar os números destacados da lista distribuída em ordem crescente e decrescente.
*Circular na lista, a primeira letra de cada palavra.

4ª feira
*Retomar as palavras da listagem elaborada e solicitar que as mesmas sejam organizadas de acordo com a ordem alfabética. A professora escreverá no quadro a lista organizada pelas crianças e as mesmas copiarão no caderno.
*Pesquisar em revistas palavras que iniciam com as letras que não foram contempladas ao organizar em ordem alfabética a lista citada e recortá-las para elaborar uma lista completa com todas as letras do Alfabeto. A mesma será colada em uma folha de ofício, sendo que as palavras que nomeiam os materiais trabalhados serão sublinhadas.
*Visualizar um Blog no Laboratório de Informática e inserir uma imagem naquele, exercitando para que estejam familiarizados com este gênero e com as ferramentas, para que na próxima semana possam iniciar a montagem do Blog, que será individual.

5ª feira
*Passeio de campo pelo pátio da Escola e pela Praça que fica em frente a mesma e anotação dos recipientes e os materiais com os quais foram confeccionados, durante o passeio serão feitos registros que os alunos acharem pertinentes ao tema da pesquisa.
*Montagem de um gráfico que demonstre que tipo de material foi encontrado no passeio e posterior contagem. O gráfico será montado em uma folha A3, e as marcações do mesmo serão feitas com figuras recortadas de revistas de acordo com o material a ser marcado. Este gráfico será fotografado para ser inserido no Blog.

6ª feira
*Rodinha para retomar a história A quarta-feira de Jonas[iv]. Neste momento, faremos a retomada da história oral por parte dos alunos e deste resgate, proporei que comentem o que há de similaridade entre o que fizemos nesta semana, qual  outro final ara a história que eles propõe e outros encaminhamentos que surgirem.
*Confecção de objetos com as embalagens colecionadas para a semana
*Fotografar os objetos construídos para ilustrar o Blog.
*Redação de um relatório de como foi confeccionado o objeto e o texto será acrescido ao Blog.

Observações : o Blog será o mote para a próxima semana. Na Escola há um laboratório de Informática, no


[i]
Papel: de 3 a 6 meses
Pano: de 6 meses a 1 ano
Chiclete: 5 anos
Plástico: mais de 100 anos
Borracha: tempo indeterminado
Vidro: 1 milhão de anos

[iii] A apresentação do gênero Blog será realizada após a escrita das frases, na segunda-feira.  Dentro do horário das atividades complementares, há  aulas no Laboratório de Informática uma vez por semana  e uma vez por mês o professor  responsável pelo mesmo ministra aulas de utilização das ferramentas disponíveis no PC, quais sejam, como navegar, uso do teclado, pesquisa,  do pacote Office, a utilização do Word, como salvar documentos e outros. O Blog será montado nestas aulas e ficará como suporte para posteriores trabalhos.





O planejamento foi elaborado com a intenção de oportunizar à turma diferentes situações , pois a aprendizagem é provocada por aquelas e, enquanto aprende se desenvolve e este é um  processo espontâneo.
Consoante Piaget (1972)


O desenvolvimento do conhecimento é um processo espontâneo, ligado ao processo global da embriogênese. [...]
[...] a aprendizagem é provocada por situações [...] Ela é provocada , em geral, como oposta ao que é espontâneo.


Portanto, se a aprendizagem é provocada, exige que sejam previstas situações diversas, nas diferentes áreas do conhecimento, porém havendo possibilidade da criança transitar entre as áreas do conhecimento sistematizado para realizar operações, que segundo Piaget (1972) é “a essência do conhecimento”.


REFERÊNCIAS:

PIAGET, Jean. Development and learning. In LAVATTELLY, C. S. e STENDLER, F. Reading in child behavior and development. New York: Hartcourt Brace Janovich, 1972. (Trad.: Paulo F. Slomp, prof. FACED/UFRGS. Revisão: Fernando Becker, PPGEdu-UFRGS) Disponível em : https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2106021/mod_resource/content/1/Texto%20Desenvolvimento%20e%20aprendizagem%20de%20Jean%20Piaget%20.pdf Acesso: 07/02/2019





                  


                          Teorias e teóricos: retomada para estudos

Devido à proximidade do Estágio e da produção do TCC, elaborei um plano de estudos que visa construir um arcabouço robusto para que a escrita seja assentada sobre pilares consistentes. Para tanto, retornei às leituras indicadas pelas Interdisciplinas  dos Eixos anteriores e, ao revisitá-los, escolhi para iniciar, os textos indicados por Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II, Eixo VI, Módulo 4.[i]
Ao reler os textos e acessar a reflexão realizada sobre os mesmos, fui remetida aos estudos realizados na Interdisciplina  Corporeidade – Epistemologia e vivências do aprender[ii], Eixo VIII, que foram provocativos e elucidativos no que se refere à construção da subjetividade humana através das interações com o meio e com o Outro.
Conforme Lajonquière ( 1993, p. 33) apud Piaget (1973ª: 337) “ o indivíduo não atinge suas(...) construções intelectuais senão na medida em que é a sede de interações coletivas”.
Dessa maneira, seguirei prospectando teorias e teóricos a partir das indicações que foram realizadas até o momento. A Academia tem como pressuposto ofertar o conhecimento sistematizado e partindo deste, o sujeito poderá perseverar na pesquisa.

REFERÊNCIAS:

LAJONQUIÈRE. Leandro de. De Piaget a Freud: para repensar as aprendizagens. A (psico)pedagogia entre o conhecimento e o saber. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992


[i] https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=46338
[ii] https://moodle.ufrgs.br/mod/forum/view.php?id=1608252

domingo, 3 de fevereiro de 2019




                                       Justificativa e Análise

Com o propósito de analisar a justificativa elaborada após a adaptação de um jogo digital para a faixa etária na qual eu lecionava no ano de 2016, solicitação feita por Annamaria Píffero Rangel, professora na Interdisciplina Representação do Mundo pela Matemática em 2016/01[i], pesquisei em outra área de conhecimento, qual seja, a Neurociência com enfoque para a Educação e, nesta foi possível ampliar a compreensão do envolvimento da Linguagem no desenvolvimento de habilidades envolvidas em algumas operações matemáticas.
A justificativa pode ser encontrada neste link[ii], porém preferi copiá-la para agilizar a leitura da mesma e da análise.
“Compreender os significados dos objetos exige conhecimento da língua materna e estas habilidades estão envolvidas na “leitura do mundo”. Sem dúvida alguma a escola é um espaço no qual as crianças podem ser estimuladas a interagir com os pares, adultos, objetos e teorias e a partir destas ações construir suas próprias teorias a respeito do mundo que a cerca. Portanto, a matemática e a língua materna estão intimamente ligadas, pois a razão e a afetividade são inerentes aquelas.”
Na justificativa, demonstro que as interações com o meio e os pares como também o desenvolvimento da língua materna são exigências para a compreensão dos objetos e consoante Cosenza e Guerra (2011, p. 113)

As crianças têm habilidades para lidar com somas e subtrações e começam a apreender a contar aos 2 anos, paralelamente ao grande desenvolvimento da linguagem que ocorre nesta época. As operações matemáticas precisas vão depender da maturação das áreas corticais da linguagem.


Ainda Cosenza e Guerra (2011, p.114)

Por outro lado, sabe-se que o senso numérico pode ser aperfeiçoado por meio de jogos e outras atividades promovidas pela interação social. Essas intervenções parecem aumentar a habilidade de utilizar a fileira mental dos números.


Portanto, é possível concluir que há interdependência entre operações matemáticas e maturação da linguagem.

REFERÊNCIAS:
COSENZA. Ramon M. Neurociência e educação: como o cérebro aprende/ Ramon M. Cosenza, Leonor B. Guerra. – Porto Alegre: Artmed, 2011
______ibdem.









[i] https://moodle.ufrgs.br/mod/forum/view.php?id=1100907
[ii] https://moodle.ufrgs.br/mod/forum/discuss.php?d=146449

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019


                                                         
                                                    Órgão Social
      
É inquestionável que o desenvolvimento humano depende das interações sociais e ambientais e estas serão suporte para a evolução do cérebro.
De acordo com Restrepo,


“Não devemos esquecer, como assinalou há vários anos Leontiev, que o cérebro é um autêntico órgão social, necessitado de estímulos ambientais para seu desenvolvimento. Sem matriz afetiva, o cérebro não pode alcançar seus mais altos picos na aventura do conhecimento.”[i]


Portanto, é necessário compreender que o cérebro, órgão social, vai sendo estimulado a partir da corporeidade, dos estímulos sensoriais e afetivos, e a resultante destas formará o repertório sobre o qual o sujeito assentará os esquemas que permitirão as trocas com o meio e o Outro e a elaboração das respostas aos estímulos.
Ainda Restrepo, “se o cérebro é o órgão social por excelência, é preciso reconhecer que os sentidos se constroem a partir da vivência cultural, em permanente interação com o ambiente e a linguagem.”[ii]
A cultura é para o cérebro um dispositivo, aquela repleta de informações, estímulos, desafios aos quais os sujeitos estarão expostos e partindo desta exposição farão exercícios de reconhecimento e elaboração, fornecendo ao órgão social possibilidades para que este se desenvolva plenamente.

Referências: 
RESTREPO. L. C. O cérebro social. O direito à ternura. Ed. Vozes. Disponível em https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2604786/mod_resource/content/1/O%20C%C3%A9rebro%20Social%20.pdf Acesso em: 16/01/19



[i]https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2604786/mod_resource/content/1/O%20C%C3%A9rebro%20Social%20.pdf
[ii] https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2604786/mod_resource/content/1/O%20C%C3%A9rebro%20Social%20.pdf

                                            Estudo e pesquisa: exigência docente        Ensejando a continuidade dos estudos e porvent...