quinta-feira, 8 de dezembro de 2016



Campo Multiplicativo

“Quantas duplas diferentes podemos formar na nossa turma?” A provocação feita pela professora Beta Costa, da Escola Ágora, em Cotia/SP citada na entrevista intitulada Multiplicação e divisão a toda hora, indicação da Interdisciplina Representação do mundo pela Matemática é tal qual a que faço sempre que a oportunidade se apresenta e aquela e outras como, “hoje estão presentes X alunos, quantos grupos de 4 participantes podem ser feitos?”, vão oportunizando situações para que os alunos consigam estabelecer relações entre os conceitos do Campo Aditivo com os conceitos do Campo Multiplicativo.


Além disso, solicito que representem graficamente os indícios que vão sendo explicitados no decorrer das situações-matemáticas apresentadas, porém alguns resistem, pois dizem que “está tudo na cabeça” e outros sentem dificuldade para realizar os apontamentos. Para mediar estas posturas, explico que preciso entender como estão encaminhando a resolução e se for necessário, orientá-los na utilização das propriedades matemáticas que já dominam.
Assim como demando que utilizem a representação gráfica enquanto estão tentando encontrar respostas para as questões propostas, também incentivo que usem o material concreto disponível em sala de aula e as “bases” que construímos desde que foi trabalhado o conceito de metade e assim por diante, até alcançar a “base 8”. Esta proposição é construída com a folha A4, primeiramente dividida em duas e depois todos os múltiplos deste até 8. Sobre estas bases trabalho a multiplicação e a divisão.
É inquestionável a semelhança entre as proposições, tanto da professora Beta, quanto da professora Josely Kühner Câmara, também entrevistada pela revista Nova Escola, esta responsável pela publicação da reportagem acima mencionada e as sugestões que citei, as quais são parte do planejamento. Os depoimentos das professoras reforçam minhas convicções fundadas na teoria de que o aprendizado deve ser construído pelo discente e para tanto há necessidade de experimentação constante.

Referência:
http://acervo.novaescola.org.br/matematica/pratica-pedagogica/multiplicar-dividir-tempo-todo-500574.shtml  Acesso: 08/12/2016




domingo, 27 de novembro de 2016

Apresentação
Iniciei a  carreira de professora dos Anos Iniciais logo que concluí a formação no curso de Magistério em 1982 e permaneci como tal até o ano de 1989, quando ocorreu o nascimento da primeira filha.
Durante alguns anos tive de adiar o retorno à função e o retorno ocorreu em 2014. Portanto, tenho de efetivo exercício 9 anos.
Quando iniciei trabalhei com as turmas de 2º ao 4º ano e atualmente permaneço nesta faixa, ou seja, 3º Ano que encerra o Ciclo de Alfabetização. 
A turma tem entre 8 e 11 anos, sendo que estes com idades entre 10 e 11 anos são repetentes há mais dois anos no mesmo ano. 
Sempre um desafio trabalhar no 3º Ano dos Anos Iniciais, pois exige um trabalho consistente para que @s alun@s possam progredir com autonomia e competentes para frequentar o 4º Ano.

Relato de Experiência
Há um jogo que proponho sempre que possível, pois aquele auxilia no cálculo mental e no desenvolvimento da autonomia, respeito e cooperação.
O jogo faz parte do compêndio produzido pelo MEC, para o PNAIC/2014.
Jogo: Para ou Arrisca? II
Material: 
- 2 dados comuns
- 1 folha de papel branco
-1 lápis preto
Participantes: 4 participantes
Regras:
- Cada jogador, na sua vez, lança os dois dados simultaneamente, registrado no papel a soma obtido. Após o primeiro lançamento, o jogador registra a soma dos dois dados e decide a se quer jogar mais vezes. Se optar por jogar novamente, deve estar atento para as seguintes situações:
* se sair números cuja soma é um número ímpar adiciona-se a soma ao valor anterior e pode continuar jogando se quiser, ou, se não quiser, passa a vez para o próximo jogador; 
* se sair o número 1 em um dos dados perdem-se os pontos daquela rodada e passa a vez;
* se sair o número 1 em ambos os dados ganha-se um bônus de 30 pontos.
* ganha o jogo quem primeiro atingir 120 pontos.







“Na briga do rochedo com o mar, quem leva a pior é o marisco.”

Aforismo que representa muito bem aquilo que percebemos/vivenciamos no cotidiano das instituições educacionais.
O rochedo são as leis, diretrizes, currículos e outros que de uma maneira geral engessam possibilidades de experimentações, pesquisas, observações, teses e o mar é todo manancial que “brota” das interações.

Entre o mar e o rochedo estão os(a) estudantes e os(a) professores(a), que de  maneira poética “tornam-se  areia sobre a qual outros grãos se sobreporão.
          
                                                 

           Pedaço de Brasil

          Um pedacinho do Brasil, este costurado como uma colcha de retalhos de vários matizes, sonoridades e texturas.
          Amar não exime da crítica.
          Construir um país requer que tod@s estejam cientes de suas responsabilidades e direitos.
          Uma sonoridade deste Brasil bonito, charmoso e corajoso.
          Que pedaço vc gostaria que estivesse na colcha Brasil?
                                                             Pedagogia da pergunta

Perguntas. Curiosidade. Provocações. Respostas. Pedagogia.
Minha curiosidade está soterrada pela certeza em ser parte da natureza, não como os índios sentem, pois não alcanço a sabedoria deste lindo povo, mas assim me sinto, portanto se nascemos de uma explosão cósmica, se a Galáxia à qual pertencemos é  única ou não, são questões que não mexem com minha imaginação. Somos responsáveis por este planeta porque somos o próprio.
No entanto, para responder à provocação feita no Fórum Pedagogia da Pergunta da Interdisciplina Representação do mundo pelas Ciências Naturais, após a leitura do texto magnífico de Paulo Freire e Antonio Faundez  fiquei espreitando meus meninos, alunos do 3º Ano. Alguns deles que adoram Ciências e volta e meia surpreendo-me com aqueles olhos lindos e brilhantes, como se com febre estivessem, vem me "perfurar" de perguntas. Aproveitei uma conversa sobre Universo, Galáxias e sentei-me perto deles e fiquei por ali me nutrindo de infância.  Até que Lucas professa:
 - Um meteoro colidiu com a Terra e um pedaço dela virou a Lua. Assim surgiu a Lua.
Perguntei (lembrando as perguntas que teríamos que fazer por solicitação da atividade acima citada):
- Se a Lua é um pedacinho da Terra, quais as características comuns entre ela e a Lua?
 - Ela (a Lua) não tem magma, nem rocha...
-Não sei muito bem se é isso. Respondeu repleto de dúvidas.
Conforme Antonio Faundes apud Paulo Freire (1985), “o início do conhecimento é perguntar. E somente a partir de perguntas é que se deve sair em busca de respostas...” Partindo deste princípio, instiguei os alunos que estavam participando do diálogo travado a partir da tese do Lucas, a procurarem respostas às questões que ficaram em aberto depois que houve a desestabilização da ideia sobre a formação da Lua.
Enfim, perguntar para desestabilizar e oferecer oportunidade para que o estudante possa construir o seu conhecimento é imprescindível no processo que engloba aprendizado e ensino, ou seja, aprende-se ensinando e ensina-se aprendendo.

Referência:

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

     
                                        Experimentando para entender e aprender

 A experiência realizada foi escolhida dentre as sugeridas em um site direcionado às crianças e este é resultado de um programa exibido e produzido pela Tv Cultura/SP.

Experiência: garrafa amassada
Material:
- garrafa de plástico com tampa de rosca
- funil
- água quente
-recipiente com água em temperatura ambiente
Procedimento: colocar um pouco de água quente na garrafa e fechá-la e em seguida coloca-la no recipiente com água




   A atividade foi apresentada oralmente aos alunos para que pudessem acompanhar as etapas com atenção, para tanto mostrei os materiais perguntando os nomes e em quais situações poderiam ser utilizados. Solicitei que observassem o formato da garrafa e provoquei:
- O que há dentro da garrafa?
- Nada professora!
- Tem sim, Idandiê! – Tem ar!
-Muito bem Maria Paula!
   Em seguida a garrafa recebeu água quente, foi tampada e mergulhada no recipiente.
   A primeira manifestação partiu da aluna que durante toda a experiência participou com muita atenção, vibração e elaboração de teses sobre o que estava observando, disse ela neste primeiro momento:
  - Professora! O fundo da garrafa desapareceu!
  A colega respondeu:
  - Que nada Luíza! Tá ali!
  - Sei que não, né! Mas parece porque a água de fora e de dentro tem a mesma cor.
  - "Dãaaaaa"!!  Disse Eduardo. – A água não tem cor é incolor.
  Esse foi o diálogo inicial e deste momento em diante a turma começou a conversar sobre o que estava acontecendo e percebi que alguns alunos não se interessaram mais e deixaram de observar. Respeitei o momento deles e dos que estavam interessados, somente solicitei que permitissem que continuássemos com o trabalho sem que fôssemos perturbados com conversa em voz alta e fui atendida.
 Segui as provocações para que aqueles que se interessaram pudessem aproveitar e perguntei:
 - Aconteceu alguma mudança na garrafa ou no recipiente?
 - Tem uma fumacinha na garrafa onde não tem água.
 E não tinha antes? –perguntei.
 -Não.
 Tirei a garrafa da água e os que estavam observando começaram a falar o que estavam vendo:
  - Olha! Ela mudou!
 - A garrafa está com cintura.
 - Está amassada!
 - Mas o que houve? Está diferente de quando foi mergulhada? Perguntei.
 - Tá professora. Quando entrou na água estava normal e agora está assim... com a cintura.
 -Professora. Deixa eu falar.
 -Fala Luiza.
 -Olha professora. Eu não sei explicar.
 -Explica do jeito que você pensou.
 - Assim. A água que está fora empurrou a garrafa e água que está dentro também empurrou. Onde não tem água não teve nada de força e ali onde divide ficou marcado.
 -É! Formou a cintura. Disse a Maria Paula
 E seguimos mais um pouco para que pudessem falar sobre o que observaram.
 Comentei que eles haviam elaborado uma tese importante sobre o “amassamento” da garrafa, qual seja, as forças existentes dentro e fora da garrafa.
 Constatei o quanto é necessário fazer mais experiências em sala de aula para que aqueles que se desinteressaram possam ter oportunidade de observar, pois certamente mudando o estímulo outros despertarão o interesse.
 Também foi possível entender como as crianças são influenciadas umas pelas outras ainda e o quanto precisamos intervir para que busquem suas explicações sobre os fatos.


domingo, 13 de novembro de 2016

Ciências e vida sustentável

    Sem dúvida alguma, as ciências são ferramentas indispensáveis na preservação do meio ambiente, consequentemente da vida sustentável.
Para exemplificar o quanto a ciência deve estar a serviço da sustentabilidade, cito a manchete veiculada em um site:



    Da mesma forma, outra publicação reitera e reforça a necessidade do conhecimento consolidado fornecer bases factíveis para que uma comunidade permaneça e preserve seu local de origem. Confira:




    Sob o ponto de vista das ciências as citações acima demonstram que através da pesquisa sobre a área preservada pode-se fazer planejamentos que visem à continuidade das ações que têm conseguido manter a cobertura vegetal original da Mata Atlântica, assim como preparar projetos que possam constituir um arcabouço legal e conferir legitimidade aos atuais moradores da região, que no caso específico são povos indígenas e com tal têm sido constrangidos a abandonarem seus espaços ancestrais em função de posseiros e grileiros. De outro ponto de vista, destacando a segunda citação, veremos a ciência jurídica afirmando que a CF/88 assegura e entende que a terra é a base da cultura e espaço de preservação ambiental dos povos tradicionais.


    Portanto, as ciências devem ser construções humanas que capacitem a sociedade para manter o equilíbrio necessário para a manutenção da vida no planeta.

Referências:
http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2013/05/pesquisa-indica-que-terras-indigenas-contribuem-para-preservacao-da-mata-atlantica-3430.html Acesso: 13/11/2016

http://www.palmares.gov.br/?p=19123 Acesso: 13/11/2016

http://www.cpisp.org.br/indios/upload/editor/files/Terrasestudadas(1).pdf Acesso: 13/11/2016


                                            Estudo e pesquisa: exigência docente        Ensejando a continuidade dos estudos e porvent...